O que é suco pancreático e suco gástrico

Veja este artigo escrito por uma nutricionista que explica O que é suco pancreático e suco gástrico. As características de cada um deles e suas funções.

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Por Elaine de Moura – Nutricionista

Vocês já devem ter ouvido falar em suco pancreático e suco gástrico, mas vocês sabem o que eles são e para que servem? Não? Então vamos lá!

Primeiro: O suco pancreático

Suco pancreático

Como o próprio nome já sugere, o suco pancreático é um líquido produzido pelo pâncreas. Pâncreas? Isso mesmo! O pâncreas é um órgão glandular (que também pode ser chamado de glândula), de aproximadamente 15 centímetros de comprimento, que faz parte tanto do sistema digestório quanto do sistema endócrino dos seres humanos.

Esse líquido tem característica incolor; ou seja, não possui cor. Sua composição é basicamente feita por água, sais minerais, bicarbonato de sódio e, principalmente, enzimas. Além disso, pode-se dizer que o pH (quantidade de íons de hidrogênio concentrado em determinada substância) do suco pancreático é alcalino (oscila entre 8,0 e 9,0).

Lembra das enzimas que fazem parte da composição do suco pancreático? Então, essas enzimas são as grandes responsáveis pela digestão de carboidratos, proteínas, gorduras e ácidos nucleicos (os famosos DNA e RNA). Mas que enzimas são essas? Você deve estar se perguntando…

  • Tem a tripsina e a quimotripsina.
  • Tem a amilase pancreática.
  • Tem também a lípase pancreática.

E não podemos esquecer das ribonucleases e desoxirribonucleases.

Meu deus, que nomes difíceis!

Cada uma dessas enzimas possui uma função específica na digestão. Podemos separar assim:

  • tripsina e a quimotripsina: responsáveis por digerir proteínas grandes;
  • amilase pancreática: responsável por digerir os carboidratos, transformando os polissacarídeos (muitas moléculas) em dissacarídeos (apenas duas moléculas, uma de glicose e outra de frutose);
  • lípase pancreática: hidrolisa (quebra) gorduras neutras em glicerol e ácidos graxos;
  • ribonucleases e desoxirribonucleases: as ribonucleases são responsáveis por degradar os ácidos ribonucleicos, enquanto as desoxirribonucleases degradam os ácidos desoxirribonucleicos.

Ufa!

E isso tudo (a secreção/liberação do suco pancreático) é regulado e estimulado através do mecanismo nervoso (por neurônicos parassimpáticos) e hormonal (pelos hormônios colecistoquinina e secretina). O suco pancreático chega até o duodeno através do de um ducto específico chamado “ducto pancreático”.

E em segundo: O suco gástrico

Novamente, como o próprio nome já sugere, o suco gástrico é produzido pelo estômago. O estômago é um órgão que faz parte do duto digestivo, situado logo abaixo do diafragma, entre o esôfago e o duodeno. Em humanos adultos, o estômago vazio tem cerca de 50 ML de volume, podendo dilatar para suportar até 4 litros de comida. Uau!

Dentro do sistema digestório, o estômago é o responsável por receber e armazenar, por um tempo determinado, o alimento após ele ser ingerido. Dentro do estômago, o alimento é misturado à secreção estomacal, que, sim, é justamente o suco gástrico.

O suco gástrico é composto por ácido clorídrico e enzimas. Sim, enzimas, exatamente como no suco pancreático. A diferença é que a principal enzima do suco gástrico tem um nome muito mais fácil: pepsina.

Fácil, né?!

E o que a pepsina faz? Ela decompõe as proteínas em peptídeos pequenos. É importante ressaltar que a pepsina só fica ativa em meios ácidos. Agora fica fácil de saber qual é o tipo de pH encontrado no estômago, certo? Isso mesmo, pH ácido. A acidez vem do ácido clorídrico, que deixa o meio ácido, que, por sua vez, ativa a pepsina para agir na decomposição das proteínas.

Durante todo o dia, todos os dias, o estômago produz em torno de três litros de suco gástrico. Bastante coisa, né?! Para efeito de curiosidade, durante a digestão, o alimento pode permanecer dentro do estômago por cerca de quatro horas (ou mais). O alimento que chega no estômago é misturado ao suco gástrico através das contrações que ocorrem na musculatura estomacal, formando um “bolo alimentar” ácido e de consistência não muito líquida (chamamos de quimo). Esse bolo alimentar é liberado aos poucos para o intestino delgado, onde vai ocorrer a absorção dos nutrientes (a parte mais importante da digestão!).

Legal, né?!

Tanto o pâncreas quanto o estômago fazem parte do sistema digestório e são essenciais para o perfeito funcionamento do organismo.



 

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